COLISÃO DE AVES COM AVIÕES UMA PREOCUPAÇÃO MUNDIAL

AVES DE RAPINA SÃO TREINADAS PARA PROTEGEREM OS AEROPORTOS

Aves convivem perigosamente com as aeronaves

Colisão de aves com aeronaves preocupam as autoridades da aeronáutica

 

Diferente do boliche, um bird strike (jargão aeronáutico) ocorre quando uma ave colide com uma aeronave em voo. Não é raro que uma ave e uma aeronave colidam.

Algum tempo atrás uma aeronave do Japão que voava para Nova York teve de fazer um pouso de emergência após a colisão com um pássaro, enquanto outra aeronave foi obrigada a retornar ao aeroporto do País de Gales após um pássaro se chocar contra uma das suas turbinas.

 

 

Avião da FAB colide com pássaro e estoura parabrisa

Mais de 1.800 impactos foram registrados só em 2016 no Reino Unido, uma média de aproximadamente oito voos a cada 10.000. Essas colisões podem ter consequências seríssimas para as companhias aéreas, se não realizarem após o impacto um verdadeiro pente fino a fim de detectarem os danos pouco visíveis, que podem se tornar muito perigosos. Apesar disso, apenas 5% das colisões com pássaros causam danos reais às aeronaves. No entanto, o procedimento de retornarem ao aeroporto mais próximo após a colisão e retirarem os passageiros transferindo-os para uma nova aeronave, é feito rigorosamente a fim de evitar qualquer risco.

 

Helicóptero teve parabrisas destruído

Motor de avião na fábrica da Rolls Royce – ventilador pode chegar a 3 metros.

Segundo estudos, estima-se que ¾ dos impactos com aves ocorrem abaixo dos 150 metros, que é quando a aeronave está decolando ou aterrissando. Os motores dos aviões são projetados para serem muito resistentes e devem suportar um impacto com uma ave de mais de 3,5 kg, sem nenhum problema. Na verdade, a maioria dos motores podem sobreviver a “ingestão” de uma ave sofrendo apenas pequenos danos nas laminas.

# O motor de avião é um equipamento extremamente complexo. Produzido com peças de materiais nobres, como o titânio, somente um motor de um Airbus A320, por exemplo, pode custar cerca de US$ 10 milhões (R$ 32 milhões) Os motores do tipo turbofan são os mais utilizados pelos grandes aviões comerciais e jatos executivos. Eles são formados por um turbojato com um enorme ventilador na parte frontral, que funciona como hélice, e são cobertos por uma grande carenagem. Muita gente costuma chamá-los de turbina, mas, na realidade, a turbina é apenas uma parte interna do motor.

 

É muito importante gerenciar o risco aviário pois o potencial destrutivo de colisão com uma ave é muito grande, por exemplo, uma aeronave voando a 130 nós (66,87 m/s), ao colidir com um urubu-de-cabeça-preta mediano adulto, pesando 1,6 kg, sofrerá um impacto de quase 3.600 quilogramas-força-metro, que significa, na prática, o mesmo que 3,6 toneladas caindo de 1 metro de altura.

Colisão com bando de gansos provoca pouso de emergencia em rio nos USA

Após a decolagem, por exemplo, uma aeronave que colidisse com a mesma ave, voando a 250 nós, receberia um impacto de mais de 13 toneladas.

Um dos acidentes mais famoso e de maior destaque até hoje foi o acontecido no ano de 2009 em Nova York, quando o piloto do Airbus A320 da US Airways, minutos depois de decolar, teve que pousar no rio Hudson como consequência der ter ficado sem potencia nos dois motores após colidir com um bando de gansos.

 

 

 

A possibilidade de um duplo impacto dos pássaros em um motor é pouco provável que aconteça, mas na pior hipótese, se um motor falhar devido ao impacto isso seria de pouca importância. Todas as aeronaves são projetadas para funcionar perfeitamente sem um motor e a grande maioria delas são cerfificadas para atravessarem metade do oceano com apenas um motor funcionando.

Porém quando o impacto acontece não são apenas os motores que correm algum risco. Os para-brisas da cabine que são fabricados bem reforçados com acrílico e vidros laminados são um dos prováveis locais de impacto. Para minimizar as ocorrências, os aeroportos foram ao longo do tempo, testando várias medidas preventivas. Gravações com sons de aves predadoras, canhões que produzem sons altos e flashes de luz, falcões mecânicos, falcões adestrados e atualmente drones.

URUBU COLIDE COM AERONAVE E PROVOCA FERIMENTOS NO PILOTO

Acredita-se que todas essas medidas funcionam num curto/médio prazo e em geral os pássaros tendem a se adaptarem as medidas preventivas e voltam para os espaços enormes, verdes e vazios, muitas vezes rodeados de árvores, dos aeroportos.

Já se cogitou por exemplo, fabricarem os motores protegidos por uma grade, porem para bloquear um pássaro a 800 km/h, a grade deveria ser significativamente resistente e grossa, o que atrapalharia a captação do ar nos motores que são projetados para aproveitarem ao máximo o ar rarefeito das grande altitudes.

 

AVES DE RAPINA SÃO TREINADAS PARA PROTEGEREM OS AEROPORTOS

 

Os principais aeroportos do país introduziram as aves de rapina treinadas para caçar e afugentar o perigo

Falcões treinados para o Aeroporto do Galeão RJ

 

Enquanto não se descobre um sistema extremamente funcional, a prevenção e os pilotos muito bem treinados são as únicas defesas contra os impactos com as aves.

 

fonte:   https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/27/ciencia/1506506889_100017.html

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