O PEQUENO AMEAÇADO

By MARIA CECILIA MASIERO

GALITO (Alectrurus tricolor)

POPULAÇÃO EM DECLÍNIO, CRITICAMENTE EM PERIGO E VULNERÁVEL 

Galito (Alectrurus tricolor) foto by Maria Cecilia Masiero

Bichinho lindo, simpático e muito ágil – esse é o Galito (Alectrurus tricolor), a fêmea com seus 12 a 13 cm e os machos até 19 cm de tamanho, vivem nos campos abertos do cerrado brasileiro e também em alguns países como o Paraguai, Argentina e Bolívia. A espécie não vive em áreas perturbadas, preferindo os campos nativos do Cerrado.

A estratégia para espreitar suas presas (insetívoro), é ficar se equilibrando em finos ramos e aguardando o momento certo para abocanhar sua refeição. Com um rápido voo, ele parte para o ataque e quase sempre volta ao mesmo galho, onde vai esperar pela próxima vítima.

As fêmeas são de coloração parda, com as asas e caudas escuras e garganta branca enquanto que os machos possuem coloração preta e branca, com sua cauda negra em forma de leque.

No período reprodutivo, a cauda se torna mais avantajada fato que vem a colaborar com o macho em sua bonita dança nupcial. Fazendo voos de exibição, eriçando acentuadamente a cauda e batendo fortemente e pausadamente as asas, os machos  cortejam suas fêmeas.

Galito femea (Alectrurus tricolor) foto by Cassio Corradi

A próxima etapa é arrumar a casa para a chegada dos filhotes. Aí as fêmeas assumem as tarefas e constroem o ninho em forma de taça utilizando capim seco. Esse ninho fica localizado diretamente no solo, bem escondido em meio as gramíneas altas. Ali os filhotes vão viver os primeiros dias de vida e com quase duas semanas, vão sair e ficar escondidos em uma vegetação próxima, onde serão protegidos e alimentados pelos pais até que comecem a voar.

O problema é que a destruição deste “habitat natural” cada vez maior pelo homem, vem ameaçando a existência desta espécie onde no Estado de São Paulo sua situação já é crítica, e toda atividade desenvolvida no solo até mesmo por observadores de aves, pesquisadores e outros que não tomem os devidos cuidados, põem em risco os seus ninhos. Por esses motivos, é necessário preservar ainda mais as localidades onde esta espécie ainda existe, para evitar que ela desapareça de nossa ave fauna.

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