Governo cria refúgio de vida silvestre da Ararinha-azul na Bahia

Ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) – Foto Marcos Romero

Hoje (5/06), Dia Mundial do Meio Ambiente, as ararinhas-azuis, espécie mais ameaçadas de extinção no mundo, ganharam duas unidades de conservação na Bahia. O presidente da República, Michel Temer, assinou hoje (5) à tarde a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) da Ararinha-Azul e o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Ararinha-Azul e mais a Reserva Extrativista Baixo Rio Branco-Jauaperi localizada na Amazônia. Com isso, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) passa a cuidar de 335 unidades de conservação no país. 

“A criação das unidades (APA e Revis) é um marco para conservação da ararinha-azul, uma das espécies mais ameaçadas de extinção no mundo e que está extinta na natureza. Além disso, aumenta a proteção do bioma da caatinga, que é o menos representado em unidades, e um dos mais ameaçados”, ressaltou a presidente substituta do ICMBio, Silvana Canuto.

Trabalho em conjunto visa devolver as Ararinhas-azuis à natureza

O Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul, com área aproximada 29.986 hectares, e da Área de Proteção Ambiental da Ararinha-Azul, com aproximadamente 89.996 hectares, estão localizados nos municípios de Juazeiro e Curaçá, na Bahia. A proposta de criação em conjunto, constituindo um mosaico de unidades de conservação, visa conciliar os objetivos de conservação de remanescentes de caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro, com o programa de reintrodução da Ararinha-Azul na natureza.
Originária da região de Curaçá, na Bahia, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) teve sua população dizimada, sobretudo devido ao tráfico de animais, e hoje é considerada extinta na natureza. Existem, atualmente, apenas 129 exemplares da espécie, todos em cativeiro. Diante desse quadro, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicou em 2012 o Plano de Ação Nacional a Conservação da Ararinha-azul (PAN Ararinha-azul), cujos objetivos são o aumento da população manejada em cativeiro e a recuperação do habitat de ocorrência histórica da espécie, visando à sua reintrodução na natureza.

Divulgação

Coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave/ICMBio), o PAN Ararinha-azul teve como desdobramento a criação do Projeto Ararinha na Natureza, iniciativa que conta com a parceria da Vale e de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, como o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e a Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil), além de mantenedores da ararinha-azul dentro e fora do país, que trabalham para viabilizar a reprodução da espécie: a Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), na Alemanha; a Al-Wabra Wildlife Preservation, no Catar; os criadouros Fazenda Cachoeira, Nest e a Fundação Lymington, no Brasil.

Veja o vídeo da Ararinha-azul

https://www.youtube.com/watch?v=ixN8CJct4yY&feature=youtu.be

Fonte: http://www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/20-geral/9673-ararinhas-azuis-ganham-unidades-de-conservacao

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